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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Desmistificando a origem dos votos que elegeram Dilma Rousseff

A continuidade dos avanços sócio-econômicos do governo do presidente Lula e um governo voltado para todas as camadas e todos os grupos sociais parece ser o fator principal da eleição da candidata governista ontem. Qualquer insinuação de que a petista Dilma Rousseff foi eleita apenas em razão da vantagem aplicada nas regiões Norte e Nordeste é falsa. Levantamento com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que ela ganharia a eleição mesmo se fossem computados apenas os votos do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste. Os dados abaixo são do portal Globo.com e G1.



Dilma teve mais de 55 milhões de votos no país; Serra teve pouco mais de 43 milhões. No Nordeste, a vantagem de Dilma foi de 18 milhões de votos, contra 7 milhões do tucano. Parece evidente que tamanha desproporção nos votos da região Nordeste em favor de Dilma representam o reconhecimento de avanços em uma região que por muito tempo foi esquecida pelas políticas públicas federais.

Fato político: Brasil elege a primeira mulher presidente

Ontem, 31 de outubro de 2010, o Brasil elegeu a primeira mulher presidente de sua história, com 55.752.508 votos (56,05% dos votos válidos) Num pronunciamento de estadista, proferido logo após o anúncio da vitória nas urnas, a presidenta Dilma Rousseff fala em igualdade, democracia, liberdade de imprensa e de culto, aliados políticos, tolerância e respeito à oposição, economia, combate a corrupção e a pobreza.



sábado, 22 de maio de 2010

O Brasil decolou: a visão dos "gringos" sobre nosso crescimento


A estabilização e o crescimento da economia brasileira nos últimos 15 anos é uma fato puramente contextual ou resultado de uma política econômica acertada?

Algumas vantagens podem ser observadas quando se analisa o contexto dos países em desenvolvimento em relação aos países desenvolvidos.

No contexto dos países desenvolvidos temos:
- População idosa (60% têm mais de 40 anos)
- Desemprego crescente
- Crise de “talentos”
- Salários elevados (inflacionados)
- Carga tributária elevada
- Resistência à migração
- Inovação de alto custo, que depende de muito investimento
- Tendência à padronização dos produtos e serviços (especialmente no mundo ocidental, pois a cultura é mais homogênea”)
- Pessimismo quanto ao futuro

Já no contexto dos países em desenvolvimento, temos:
- População jovem (60% têm menos de 40 anos)
- Oportunidades
- Mercado de trabalho pujante
- Mão de obra qualificada de baixo custo (quando comparado com os países desenvolvidos)
- Aberto a expatriação (aprender com os profissionais estrangeiros)
- Inovação simples e com inteligência
- Fazer mais com poucos recursos (cultura mais diversificada, maior diversificação de produtos e serviços)
- Otimismo

Deve-se destacar que a população dos BRICS é três vezes maior que as populações de Estados Unidos, Japão e Europa juntos. Ou seja, o mercado consumidor interno desses países tem um potencial de crescimento inimaginável. Porém, esse volume de marcado potencial gera preocupações com as questões ecológicas.