
Segundo Murray, os WELFARE STATE criam subclasses empobrecidas e desmoralizadas. “O objetivo da existência humana não é apenas atingir um determinado padrão de vida, mas sim a aquisição de valores de vida definidos.” “O que há de errado em ser pobre?” Baseia-se em pesquisas realizadas no tocante às relações entre renda e felicidade expressa, procurando demonstrar que depois de um limite bastante baixo, os níveis crescentes de renda não conduzem a graus maiores de felicidade ou de satisfação com a própria vida.
Giddens questiona porque não tentar aproximar as condições de vida de ricos e pobres, mesmo se isso não for feito por meio de transferências de riqueza e de renda? O verdadeiro inimigo da busca da felicidade não é a pobreza nem a riqueza, mas o produtivismo. O consumismo surgiu da orientação produtivista do mundo. E acaba rompendo com o significado moral do Trabalho. O WELFARE STATE está profundamente preso ao produtivismo que está preso a padrões e estilos de vida estabelecidos. A modernização reflexiva que cada vez mais caracteriza a sociedade coloca os indivíduos em uma matriz de decisão diferente da tradicional e cria uma série de tensões inter-relacionadas no âmago das instituições nas sociedades modernas.
Todo interessado em abordar a questão da governança social poderia considerar o seguinte losango analítico: Trabalho – Família – Gerações – Gênero, e as mudanças que ocorrem nestas esferas.
Comentários com base no texto:
GIDDENS, Anthony. Para Além da Esquerda e da Direita. São Paulo: Unesp, 1996. Capítulos 5, 6 e 7 (p. 153-224)
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