O Laboratório Virtual e Interativo de Ensino de Ciências Sociais (LAVIECS/UFRGS/CNPq) convida para o III CONGRESSO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO DE CIÊNCIAS SOCIAIS e para o ENCONTRO GAÚCHO DE ENSINO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, COM O TEMA GERAL "Em defesa da Sociologia na escola", a ser realizado na UFRGS, Faculdade de Educação, Campus Central, Porto Alegre (RS), em 16 e 17 de novembro de 2018. Para maiores informações sobre programação e inscrições: clique aqui.
Grupos de Discussão nos seguintes temas: (GD1) História do ensino de ciências sociais, (GD2) Metodologia de ensino e recursos didáticos em ciências sociais, (GD3) Práticas e experiências de ensino de sociologia na educação básica na atualidade e (GD4) Formação inicial e continuada de professores(as).
Prazos: Inscrições a partir de 20/05. Envio de trabalhos de 20/05 a 20/8. Lista de trabalhos aprovados em 06/09.
Coordenação Geral do Evento: Prof. Leandro Raizer (UFRGS/ABECS). Comitê Científico: Prof. Thiago Ingrassia Pereira (UFFS), Profa Luiza Helena Pereira (UFRGS), Prof. Daniel Gustavo Mocelin (UFRGS), Profa. Rosimeri Aquino (UFRGS), Profa. Celia Caregnato (UFRGS), Prof. Cristiano Bodart (UFAL), Prof. Luis Fernando Correa dos Santos (UFFS), Prof. Marcelo Pinheiro Cigales (UFSC), Prof. Luige de Oliveira (SE), Prof. Nelson Tomazi (UEL), Prof. Thiago Esteves (CEFET/RJ), Profa. Eduarda Bonora Kern (SEDUC/RS e Rede Municipal de São Leopoldo), Profa. Geovânia Toscano (UFPB), Profa. Lígia Eras (IFSC). Equipe de Apoio: Carla Caponi Santanta e Crystian Ferreira.
quarta-feira, 27 de junho de 2018
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Lançado curso autoinstrucional de ensino da Sociologia na Plataforma Lúmina da UFRGS: o curso tipo MOOC é on-line e gratuito
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| "Promover a Imaginação Sociológica" é um Curso Tipo MOOC disponível na Plataforma Lúmina da UFRGS |
Uma das questões ainda em aberto na Sociologia aplicada na escola diz respeito ao uso dos autores clássicos e a forma sobre como trabalhá-los com os jovens do ensino médio. Essa não é uma questão de fácil resolução. A teoria sociológica é demasiado densa e abstrata quando sua aplicação deveria ser prática e concreta junto aos estudantes. O professor de Sociologia na escola deve considerar em seu planejamento didático que a maior parte dos seus alunos não será e tão pouco pretende ser sociólogo. Levar muita teoria para a sala de aula e encher o quadro de conceitos desconexos tende a ser uma má receita pedagógica, que pode afastar os estudantes da disciplina e até mesmo criar entre eles uma antipatia com os temas sociológicos.
Por outro lado, o professor de Sociologia na escola, ele sim, precisa ter domínio elementar das abordagens clássicas para praticar sua função pedagógica. É fundamental que o professor da disciplina de Sociologia esteja capacitado a estimular os estudantes a se fazerem as perguntas que os próprios autores clássicos se fizeram sobre a vida em sociedade. Para tanto, é recomendável que o professor conheça o leque de perspectivas e narrativas interpretativas que tornam as Ciências Sociais uma área de conhecimento das mais ricas e estimulantes.
Este curso destina-se à formação inicial e continuada de professores de Sociologia, formados ou não na área das Ciências Sociais, e foi desenvolvido também para atender a todos os interessados em obter conhecimentos elementares de teoria sociológica básica. Mesmo sem a pretensão de abarcar o complexo debate pedagógico acerca dos processos de ensino-aprendizagem na área das Ciências Sociais, o curso visa contribuir com o desenvolvimento de práticas didáticas necessárias para transpor o conhecimento acadêmico abstrato em saberes escolares concretos.
A proposta metodológica do curso consistiu em expor teorias, conceitos e temas de Sociologia Clássica a partir de dois recursos de aprendizagem: (1) charges e cartuns, que proporcionam uma aproximação lúdica ao exercício da aprendizagem; e (2) mapas conceituais, que favorecem uma sistematização articulada do conteúdo da aprendizagem. Destacamos que o curso tem caráter introdutório, buscando indicar algumas pistas sobre como explorar a obra de quatro autores que estão entre os principais fundadores da Sociologia: Marx, Durkheim, Weber e Simmel. Entendemos que retornar aos clássicos sempre é um exercício inesgotável de imaginação sociológica, pois a forma como tais autores interpretaram a realidade social e identificaram nuances da vida em sociedade é fonte primorosa de insights para melhor conhecer e interpretar o mundo atual.
O curso intitulado "Promover a Imaginação Sociológica" é uma iniciativa do Laboratório Virtual e Interativo de Ensino de Ciências Sociais (LAVIECS/UFRGS) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e contou com apoio do Centro de Formação Continuada de Professores (FORPROF/UFRGS) e da Secretaria de Educação a Distância (SEAD/UFRGS). O curso foi desenvolvido pelos professores Daniel Gustavo Mocelin (IFCH/UFRGS) e Leandro Raizer (Faced/UFRGS). Trata-se de um curso autoinstrucional tipo MOOC (Massive Open Online Course, em português Curso Online Aberto e Massivo), com temática voltada ao aprimoramento da prática de ensino de Ciências Sociais na educação básica, especialmente no ensino médio. Esse objeto de ensino virtual adota as ferramentas da recém-criada plataforma LÚMINA-Moodle, onde também estão disponíveis cursos de outras temáticas, todos de acesso aberto, gratuito e irrestrito.
Acesse o MOOC "Promover a Imaginação Sociológica" clicando aqui.
quarta-feira, 9 de maio de 2018
Direto ao Ponto 7: Émile Durkheim
“Os antigos deuses envelhecem ou morrem (...): é da própria vida, e não de um passado morto, que pode surgir um culto vivo. Mas esse estado de incerteza e de agitação confusa não poderá durar eternamente (...) Virá um dia em que as nossas sociedades conhecerão novamente horas de efervescência criadora, durante as quais novos ideais surgirão, novas fórmulas aparecerão e, por certo tempo, servirão de guia para a humanidade; e essas horas, uma vez vividas, os homens sentirão espontaneamente a necessidade de revivê-las de tempos em tempos, pelo pensamento, ou seja, conservar a sua lembrança por meio de festas que revivifiquem regularmente os seus frutos. (...) Não há evangelhos que sejam imortais e não há razão para se acreditar que a humanidade seja doravante incapaz de conceber outros”.
E. Durkheim, na conclusão de As formas elementares da vida religiosa (1912).
Laboratório Virtual e Interativo de Ensino de Ciências Sociais – LAVIECS
O Laboratório Virtual e Interativo de Ensino de Ciências Sociais (Laviecs/UFRGS) é um grupo de pesquisa interinstitucional voltado ao desenvolvido do ensino das ciências sociais na educação básica e à pesquisa sobre o contexto e a realidade do ensino da sociologia, que tem por objetivos: (1) analisar amplamente o sentido, a importância e as metodologias da sociologia escolar para qualificá-la; e (2) consolidar uma rede regional e formar uma rede nacional de pesquisa sobre o tema. Entende-se por sociologia escolar o campo específico da sociologia que se dedica à promoção da prática pedagógica e ao desenvolvimento da mediação didática das ciências sociais voltadas para a educação básica, em particular, para o ensino médio, que se diferencia essencialmente da sociologia acadêmica, embora derive dela, por ter um caráter prático e profissionalizante, fundamentado na pesquisa aplicada.
A sociologia escolar apresenta um caráter efetivamente interdisciplinar por articular essencialmente o campo das ciências sociais com o campo da educação, estando seu foco essencialmente voltado para o cumprimento das diretrizes da LDBEN e a criação de materiais instrucionais que atendam as peculiaridades da disciplina de sociologia. Desta forma, toda a pesquisa realizada no âmbito do Laviecs tem como foco contribuir com a qualificação da sociologia ofertada no ensino médio, seja em termos de formação profissional, seja na proposição de metodologias inovadoras de ensino das ciências sociais.
O Laviecs foi criado na UFRGS em meio ao processo de luta pela inclusão da sociologia no ensino médio. No início de 2006, a professora Luiza Helena Pereira reuniu uma equipe engajada na causa da sociologia escolar. O laboratório naquele momento objetivava permitir que alunos e professores tivessem um espaço de interação em um ambiente com suporte polimidiático, com materiais sobre o ensino de ciências sociais. Entre as possibilidades de interação destacava-se o processo de construção compartilhada de portfólios educacionais, textos didáticos e multimídias educacionais. A construção do Laviecs, concebido naquele momento como um objeto de aprendizagem informacional, mostrava-se de grande relevância dada a demanda crescente pela formação e qualificação de professores para a área, que em 2008 se tornou disciplina obrigatória, com base na decisão do Conselho Nacional de Educação.
Atualmente, o Laviecs superou sua concepção inicial, e sua evolução natural o tornou um grupo de pesquisa consolidado e registrado junto ao Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. Os pesquisadores do Laviecs mantêm parceria com a Comissão de Ensino da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), participando ativamente de Grupos de Trabalho que reúnem pesquisadores dessa área, tanto no congresso da SBS e no Eneseb como nos eventos promovidos pela Associação Brasileira de ensino de Ciências sociais (ABECS).
Atualmente, o Laviecs superou sua concepção inicial, e sua evolução natural o tornou um grupo de pesquisa consolidado e registrado junto ao Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. Os pesquisadores do Laviecs mantêm parceria com a Comissão de Ensino da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), participando ativamente de Grupos de Trabalho que reúnem pesquisadores dessa área, tanto no congresso da SBS e no Eneseb como nos eventos promovidos pela Associação Brasileira de ensino de Ciências sociais (ABECS).
Acesse a home page do Laviecs clicando aqui.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
CAPES aprova mestrado profissional de ensino de sociologia em rede (PROFSOCIO)
O Mestrado Profissional de Sociologia em Rede Nacional
(ProfSocio) foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (CAPES) neste mês de junho. O objetivo do curso é propiciar um
espaço de formação continuada para professores de Sociologia que atuam na
Educação Básica, e também às pessoas que desejam atuar nesta área. O início do
ProfSocio está previsto para o primeiro
semestre de 2017. Serão ofertadas inicialmente 175 vagas distribuídas entre as
nove instituições associadas à rede. O processo seletivo nacional ocorrerá no
segundo semestre de 2016. Poderão concorrer às vagas professores da rede
pública da Educação Básica que ministram aulas de Sociologia e portadores de
diploma de licenciatura reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC).
O ProfSocio é o resultado da articulação entre a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL), que reuniram outras sete instituições envolvidas nacionalmente com estudos e pesquisas acerca da Sociologia na Educação Básica, e comprometidas com a formação continuada de professores na área. São elas: Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual Paulista (UNESP – Campus Marília), Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) e Universidade Federal do Vale do Acaraú (UVA).A realização do ProfSocio visa contribuir para o atendimento da meta 16 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a formação de 50% dos docentes da Educação Básica em nível de pós-graduação até 2024. O curso será ofertado na modalidade semipresencial, isto é, com aulas presenciais e a distância, somando 450 horas distribuídas em três semestres.
A Fundaj é a instituição responsável pela organização do
ProfSocio no âmbito da Universidade Aberta do Brasil (UAB). A partir do
funcionamento do curso, novas instituições poderão associar-se à rede por meio
de edital de adesão. Para o segundo ano do mestrado profissional, está prevista
a participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal de
Uberlândia (UFU) e Colégio Pedro II. Mais informações a respeito do ProfSocio
podem ser solicitadas pelo E-mail: profsocio@fundaj.gov.br
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Ensino de sociologia,
Sociologia no Ensino Médio
quinta-feira, 16 de junho de 2016
WEES 2016 Porto Alegre 9-11 de Novembro
Chamada de trabalhos!!!!! Está aberta até 15 de julho a
submissão de trabalhos para o 10° Workshop Empresa, Empresários e Sociedade,
que será realizado em Porto Alegre, de 9 a 11 de novembro de 2016.
Convidamos pesquisadores e jovens pesquisadores a submeter propostas.
Convidamos pesquisadores e jovens pesquisadores a submeter propostas.
Maiores informações no site do evento http://www.ufrgs.br/wees
Acompanhe também pelo Facebook: http://www.facebook.com/wees2016
Seguindo a tradição do evento, lembramos que não há taxa de
inscrição. Prepare seu paper e venha fazer parte desta rede de estudos!
A 10ª edição do Workshop Empresa, Empresários e Sociedade
mantém a base de sustentação teórica e metodológica que marca a trajetória do
evento, destacando-se a contribuição de diferentes abordagens das ciências
sociais acerca dos fenômenos econômicos. Nos estudos a serem apresentados e
debatidos no evento, busca-se articular contribuições de diversas
especialidades das ciências sociais, destacando-se a sociologia e a antropologia
econômicas, a sociologia da empresa, a sociologia das organizações, a
sociologia e a economia dos mercados, a sociologia das finanças, os estudos
sociais da ciência tecnologia e inovação, a sociologia do desenvolvimento e a
análise de políticas econômicas, de desenvolvimento e inovação.
O tema geral do WEES2016 é "Tempos de Turbulência e
Estagnação" e será desenvolvido em quatro eixos temáticos, que estarão
abertos para recepção de trabalhos:
Eixo 1: Empresas, Mercado e Sociedade
Eixo 2: Desenvolvimento e Inovação
Eixo 3: Universo empresarial: valores, identidades e ação
econômica
Eixo 4: Política, Estado e Empresariado
O evento será realizado de 9 a 11 de novembro de 2016, na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
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Eventos e Congressos,
Sociologia econômica
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Direto ao ponto 6: Alexis de Tocqueville
"Cada novo método que conduza por um caminho mais curto para a prosperidade,
cada máquina que poupe trabalho, cada instrumento que reduza o custo da
produção, cada descoberta que facilite a satisfação ou a intensifique, é fruto
maior do intelecto humano. É principalmente por essas razões que um povo
democrático dedica-se à busca científica, que a entende e a respeita".
Alexis de Tocqueville, Da Democracia na América
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Direto ao ponto,
trabalho e tecnologia
domingo, 1 de dezembro de 2013
Aula Inaugural do Curso de Especialização EaD O ENSINO DA SOCIOLOGIA PARA PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
Conferência Internacional com o Prof. Dr. Arnaud Sales (Université de Montréal)
Sociologia hoje: transformações sociais num mundo globalizado
Data: 11/12/2013, às 19 horas
Local: Campus do Vale/UFRGS. Polo EAD/SEAD da UFRGS. Prédio 43124
Entrada franca.
Arnaud Sales é professor emérito da Universidade de Montréal (Canadá). Doutor de Estado em Letras e Ciências Humanas pela Universidade de Paris, especialista em temas como sociologia econômica, relações público-privado, responsabilidade social das empresas, conhecimento e transformações sociais. Recebeu o título de Chevalier de l’Ordre des Palmes Académiques (França). Autor de coletâneas internacionais, lançou recentemente o livro “Sociology Today: Social Transformations in a Globalizing World” publicado em 2012 pela SAGE.
Promoção:
FORPROF/UFRGS
Curso de Especialização em Ensino de Sociologia/UFRGS
PPG Sociologia/UFRGS
Sociologia hoje: transformações sociais num mundo globalizado
Data: 11/12/2013, às 19 horas
Local: Campus do Vale/UFRGS. Polo EAD/SEAD da UFRGS. Prédio 43124
Entrada franca.
Arnaud Sales é professor emérito da Universidade de Montréal (Canadá). Doutor de Estado em Letras e Ciências Humanas pela Universidade de Paris, especialista em temas como sociologia econômica, relações público-privado, responsabilidade social das empresas, conhecimento e transformações sociais. Recebeu o título de Chevalier de l’Ordre des Palmes Académiques (França). Autor de coletâneas internacionais, lançou recentemente o livro “Sociology Today: Social Transformations in a Globalizing World” publicado em 2012 pela SAGE.
Promoção:
FORPROF/UFRGS
Curso de Especialização em Ensino de Sociologia/UFRGS
PPG Sociologia/UFRGS
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Seleção de alunos para curso de especialização em ensino de sociologia, modalidade EaD
Estão abertas inscrições para o curso de Pós-graduação Lato sensu, especialização na modalidade de ensino a distância, O ENSINO DA SOCIOLOGIA PARA PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO: Contribuindo para a formação continuada dos professores de Sociologia do ensino médio do Rio Grande do Sul. O curso é oferecido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. São 300 vagas, voltadas para professores que atuam na rede pública de ensino do Rio Grande do Sul, distribuídas em seis pólos. O curso de Sociologia para Professores do Ensino Médio é dirigido a professores que buscam complementar sua formação com um curso de especialização focado na área de sociologia. Neste sentido o curso proposto visa, entre outros objetivos, abordar o uso de novas metodologias e colocar os profissionais a par das discussões teórico-pedagógicas atuais, com a intenção de contribuir para as mudanças que se fazem necessárias para a melhoria da ação pedagógica na escola e consequentemente da educação. Assim como promover o uso de tecnologias informacionais relacionadas a edição e produção de materiais didáticos baseados no suporte informático.
Maiores informações: Clique aqui.
Maiores informações: Clique aqui.
Algumas poucas palavras sobre teoria...
De maneira muito genérica, podemos dizer que teoria é uma
perspectiva, uma forma de compreender as coisas. Teorias são elaborações abstratas, conjuntos de conceitos combinados, que visam explicar realidades concretas, constituindo uma totalidade explicativa. Teorias não são a realidade. As teorias são “equipamentos” que promovem o entendimento. As teorias são jogos
conceituais, ou seja, são arranjos ou combinações de conceitos, que de forma
articulada fundam uma perspectiva de entendimento das coisas; no caso da
sociologia, da realidade social ou da vida social. Toda teoria envolve um
conjunto de conceitos, os quais combinadamente se orientam por um sentido mais
amplo; podemos dizer que esse sentido mais amplo é a perspectiva teórica de um
autor. Cada autor estudado apresenta a sua perspectiva da realidade: Marx, o
materialismo-histórico; Durkheim, o funcionalismo; Weber a compreensão do
sentido da ação...
Peguemos o exemplo da biologia e da teoria darwinista. Pode-se dizer que a perspectiva de Darwin era a do evolucionismo, então sua teoria remete sempre a ideia de evolução. Como o autor expressa isso? O evolucionismo é o sentido mais amplo do entendimento dos fenômenos que Darwin estudava. O autor estudava a realidade da vida biológica a partir de conceitos que compõem essa ideia do evolucionismo. Então, a teoria da evolução combina conceitos como seleção das espécies, adaptação, etc.
Voltemos à sociologia. Durkheim funda sua perspectiva no funcionalismo. Busca dar sentido a realidade social combinando conceitos como fato social, coesão, solidariedade, anomia. A teoria de Durkheim é esse todo articulado de conceitos, que combinadamente nos ajudam a entender um fenômeno da realidade social de forma mais precisa. Uma teoria funcionalista procurará dar respostas às coisas buscando entender os elementos funcionais, morfológicos e fisiológicos, ou seja, tudo aquilo que daria organicidade aos fenômenos estudados. Já Marx funda sua perspectiva no materialismo histórico. Busca dar sentido a realidade social combinando conceitos como alienação, consciência de classe, luta de classes. O foco da perspectiva marxista será o conflito resultante de processos de opressão social, a forma como embates estruturais na sociedade sempre desencadeiam revoluções sociais.
As teorias são construções mais abstratas que os conceitos. As teorias nos ajudam a entender as coisas a partir de elementos pré-concebidos, ou seja, já vamos à análise da realidade com uma ideia prévia de como as coisas se articulam.
Peguemos o exemplo da biologia e da teoria darwinista. Pode-se dizer que a perspectiva de Darwin era a do evolucionismo, então sua teoria remete sempre a ideia de evolução. Como o autor expressa isso? O evolucionismo é o sentido mais amplo do entendimento dos fenômenos que Darwin estudava. O autor estudava a realidade da vida biológica a partir de conceitos que compõem essa ideia do evolucionismo. Então, a teoria da evolução combina conceitos como seleção das espécies, adaptação, etc.
Voltemos à sociologia. Durkheim funda sua perspectiva no funcionalismo. Busca dar sentido a realidade social combinando conceitos como fato social, coesão, solidariedade, anomia. A teoria de Durkheim é esse todo articulado de conceitos, que combinadamente nos ajudam a entender um fenômeno da realidade social de forma mais precisa. Uma teoria funcionalista procurará dar respostas às coisas buscando entender os elementos funcionais, morfológicos e fisiológicos, ou seja, tudo aquilo que daria organicidade aos fenômenos estudados. Já Marx funda sua perspectiva no materialismo histórico. Busca dar sentido a realidade social combinando conceitos como alienação, consciência de classe, luta de classes. O foco da perspectiva marxista será o conflito resultante de processos de opressão social, a forma como embates estruturais na sociedade sempre desencadeiam revoluções sociais.
As teorias são construções mais abstratas que os conceitos. As teorias nos ajudam a entender as coisas a partir de elementos pré-concebidos, ou seja, já vamos à análise da realidade com uma ideia prévia de como as coisas se articulam.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Lançado o livro “Sociologia: Trabalho – Ciência – Cultura – Diversidade”, Editora CirKula, 2013.
O livro “Sociologia: Trabalho – Ciência – Cultura – Diversidade” é composto de uma coletânea de textos sobre os mais diversos temas sociológicos. O presente livro tem sua gênese no trabalho desenvolvido por pesquisadores que atuam junto ao Laboratório Virtual e Interativo de Ciências Sociais (LAVIECS-UFRGS), e pretende ser uma referência importante para o ensino de sociologia em diferentes níveis, desde a graduação até a pós-gradação. O volume aborda diversos temas fundamentais da sociologia, retomando discussões clássicas e contemporâneas: teoria e método nas perspectivas clássicas da sociologia; estratificação e desigualdade social; trabalho e sindicalismo; globalização e novas tecnologias; ciência, tecnologia e inovação; cultura, etnocentrismo e relativismo cultural; cultura de massa e consumo; educação e diversidade; políticas de Estado e direitos sociais; políticas públicas e a inclusão social. Neste livro, se fazem presentes uma série de textos já publicados em dois livros anteriores, já esgotados, lançados, ainda em 2013 pelo LAVIECS com o apoio do MEC-FNDE. Alguns textos estão na sua versão original, outros, retornaram aos autores e sofreram atualizações.
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domingo, 3 de junho de 2012
Dicionário de Trabalho e Tecnologia lançado em versão Ebook - 3ª Edição ISBN 9788581049020
Esta obra aborda os temas essenciais da relação trabalho-tecnologia em verbetes de autoria de sociólogos, economistas, educadores, médicos e outros profissionais internacionalmente qualificados, especialistas em suas respectivas áreas de atuação profissional. Analisando os fatos e interpretações teóricas do mundo do trabalho, os autores apresentam, precisa e sinteticamente, os fenômenos e os conceitos indispensáveis para entender as mutações que moldam a realidade do trabalho e da tecnologia no mundo contemporâneo.
Acessar portal de compra, onde estão disponíveis diversas opções de lojas. Preço Ebook: R$ 38,00.
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trabalho e emprego,
trabalho e tecnologia
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Lançado o Dicionário de Trabalho e Tecnologia 2ª Edição revista e ampliada ISBN: 9788580490145
Esta obra aborda os temas essenciais da relação trabalho-tecnologia em verbetes de autoria de sociólogos, economistas, educadores, médicos e outros profissionais internacionalmente qualificados, especialistas em suas respectivas áreas de atuação profissional. Analisando os fatos e interpretações teóricas do mundo do trabalho, os autores apresentam, precisa e sinteticamente, os fenômenos e os conceitos indispensáveis para entender as mutações que moldam a realidade do trabalho e da tecnologia no mundo contemporâneo.

Disponível para compra no site da editora.
Alguns verbetes de autoria do editor de Fato Sociológico:
MOCELIN, Daniel Gustavo. Qualidade do emprego (VERBETE) IN: CATTANI, Antonio David; HOLZMANN, Lorena. Dicionário de Trabalho e Tecnologia.2 ed.Porto Alegre : Zouk, 2011, p. 289-294.
GUIMARÃES, Sônia Maria Karam, MOCELIN, Daniel Gustavo. Qualidade total, Programas de (VERBETE) IN: CATTANI, Antonio David; HOLZMANN, Lorena. Dicionário de Trabalho e Tecnologia.2 ed.Porto Alegre : Zouk, 2011, p. 294-301.
GUIMARÃES, Sônia Maria Karam, MOCELIN, Daniel Gustavo. Qualificação (VERBETE) IN: CATTANI, Antonio David; HOLZMANN, Lorena. Dicionário de trabalho e tecnologia.2 ed.Porto Alegre : Zouk, 2011, p. 301-307.

Disponível para compra no site da editora.
Alguns verbetes de autoria do editor de Fato Sociológico:
MOCELIN, Daniel Gustavo. Qualidade do emprego (VERBETE) IN: CATTANI, Antonio David; HOLZMANN, Lorena. Dicionário de Trabalho e Tecnologia.2 ed.Porto Alegre : Zouk, 2011, p. 289-294.
GUIMARÃES, Sônia Maria Karam, MOCELIN, Daniel Gustavo. Qualidade total, Programas de (VERBETE) IN: CATTANI, Antonio David; HOLZMANN, Lorena. Dicionário de Trabalho e Tecnologia.2 ed.Porto Alegre : Zouk, 2011, p. 294-301.
GUIMARÃES, Sônia Maria Karam, MOCELIN, Daniel Gustavo. Qualificação (VERBETE) IN: CATTANI, Antonio David; HOLZMANN, Lorena. Dicionário de trabalho e tecnologia.2 ed.Porto Alegre : Zouk, 2011, p. 301-307.
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Ofício de sociólogo e fundamentos de sociologia, por Pierre Bourdieu (vídeo de 1991)
É muito bom quando podemos ver e ouvir autores clássicos falando sobre questões teóricas e científica. Abaixo, vídeo que compõe uma entrevista com Pierre Bourdieu, em 1991. Os vídeos estão legendados em espanhol.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
6500 acessos em Abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Multiplas e amplas definições de movimentos sociais
Um dos mais importantes conceitos sociológicos elaborados na segunda metade do século XX foi o de movimentos sociais. Vale relembrar algumas dessas definições, que foram muito importantes especialmente entre as décadas de 1960 e 1980.
“Os movimentos sociais constituem esforços coletivos de atores sociais e/ou politicamente subordinados para mudar suas condições de vida”. Epstein (1995, p. VII).

Movimentos sociais são a ação conflitante de agentes das classes sociais lutando pelo controle do sistema histórico. Refere-se, portanto, a uma situação histórica determinada que tende a mudar em razão das resoluções de pautas anteriores ou por mudanças nas estratégias de reivindicação e na organização desses movimentos. Touraine (2004, p. 283)
Um movimento social existe quando um grupo de indivíduos está envolvido num esforço organizado, seja para mudar, seja para manter alguns dos elementos das sociedades mais amplas, assumindo, nesse sentido, caráter tanto de conservação quanto de transformação. Bruce Cohen (1980)
Movimentos sociais são criados quando oportunidades políticas abrem-se para atores sociais que usualmente são carentes. Movimentos são produzidos quando demonstram a existência de aliados e revelam a vulnerabilidade de seus oponentes. Tarrow (1994, p. 23)

Um movimento social não se limita a manifestar um conflito, mas o leva para além dos limites do sistema de relações sociais a que uma ação coletiva se destina, visto que o movimento social se refere à ação social dos homens na história.
Os movimentos sociais são processos sociopolíticos e culturais da sociedade civil, num universo de forças sociais em conflito. Movimentos sociais se distinguem enquanto fenômeno coletivo de classe social, de outros tipos de ação coletiva, pois, se os primeiros operam num nível sistêmico, os segundos, embora tenham presente uma identidade coletiva e um conflito, podem não quebrar os limites de compatibilidade com o sistema social. Melucci (2001)
“Movimentos sociais são ações coletivas com um determinado propósito cujo resultado tanto em caso de sucesso como de fracasso, transforma os valores e instituições da sociedade. (...) Não existem movimentos sociais ‘bons’ ou ‘maus’, progressistas ou retrógrados. São eles reflexos do que somos, caminhos de nossa transformação...”. Manuel Castells, O Poder da Identidade, 2000, p. 20
Movimentos sociais são ações coletivas de caráter sociopolítico, construídas por atores sociais pertencentes a diferentes classes e camadas sociais. Eles politizam suas demandas e criam um campo político de força social na sociedade civil. Suas ações estruturam-se a partir de repertórios criados sobre temas e problemas em situações de conflitos, litígios e disputas. As ações desenvolvem um processo social e político-cultural que cria uma identidade coletiva ao movimento, a partir de interesses em comum. Esta identidade decorre da força do princípio da solidariedade e é construída a partir da base referencial de valores culturais e políticos compartilhados pelo grupo. Gohn (1995, p. 44)

A estruturação de um movimento social comporta aspectos ideológicos, organizacionais e psicológicos. Para que se possa caracterizar um movimento social, não bastaria a conscientização de problemas comuns por parte de um grupo social, como ocorreria no caso da defesa de interesses num bairro ou da conservação de um parque. A formação de um movimento social exige participação ativa e uma interação constante, que em fase posterior adquire certo grau de estruturação e organização, sendo todo o processo permeado por ideologias, que geram uma estratégia e um programa de ação e que se podem estender além das fronteiras nacionais e até mesmo além de uma área cultural. Rios (1986).
“Os movimentos sociais constituem esforços coletivos de atores sociais e/ou politicamente subordinados para mudar suas condições de vida”. Epstein (1995, p. VII).

Movimentos sociais são a ação conflitante de agentes das classes sociais lutando pelo controle do sistema histórico. Refere-se, portanto, a uma situação histórica determinada que tende a mudar em razão das resoluções de pautas anteriores ou por mudanças nas estratégias de reivindicação e na organização desses movimentos. Touraine (2004, p. 283)
Um movimento social existe quando um grupo de indivíduos está envolvido num esforço organizado, seja para mudar, seja para manter alguns dos elementos das sociedades mais amplas, assumindo, nesse sentido, caráter tanto de conservação quanto de transformação. Bruce Cohen (1980)
Movimentos sociais são criados quando oportunidades políticas abrem-se para atores sociais que usualmente são carentes. Movimentos são produzidos quando demonstram a existência de aliados e revelam a vulnerabilidade de seus oponentes. Tarrow (1994, p. 23)

Um movimento social não se limita a manifestar um conflito, mas o leva para além dos limites do sistema de relações sociais a que uma ação coletiva se destina, visto que o movimento social se refere à ação social dos homens na história.
Os movimentos sociais são processos sociopolíticos e culturais da sociedade civil, num universo de forças sociais em conflito. Movimentos sociais se distinguem enquanto fenômeno coletivo de classe social, de outros tipos de ação coletiva, pois, se os primeiros operam num nível sistêmico, os segundos, embora tenham presente uma identidade coletiva e um conflito, podem não quebrar os limites de compatibilidade com o sistema social. Melucci (2001)
“Movimentos sociais são ações coletivas com um determinado propósito cujo resultado tanto em caso de sucesso como de fracasso, transforma os valores e instituições da sociedade. (...) Não existem movimentos sociais ‘bons’ ou ‘maus’, progressistas ou retrógrados. São eles reflexos do que somos, caminhos de nossa transformação...”. Manuel Castells, O Poder da Identidade, 2000, p. 20
Movimentos sociais são ações coletivas de caráter sociopolítico, construídas por atores sociais pertencentes a diferentes classes e camadas sociais. Eles politizam suas demandas e criam um campo político de força social na sociedade civil. Suas ações estruturam-se a partir de repertórios criados sobre temas e problemas em situações de conflitos, litígios e disputas. As ações desenvolvem um processo social e político-cultural que cria uma identidade coletiva ao movimento, a partir de interesses em comum. Esta identidade decorre da força do princípio da solidariedade e é construída a partir da base referencial de valores culturais e políticos compartilhados pelo grupo. Gohn (1995, p. 44)

A estruturação de um movimento social comporta aspectos ideológicos, organizacionais e psicológicos. Para que se possa caracterizar um movimento social, não bastaria a conscientização de problemas comuns por parte de um grupo social, como ocorreria no caso da defesa de interesses num bairro ou da conservação de um parque. A formação de um movimento social exige participação ativa e uma interação constante, que em fase posterior adquire certo grau de estruturação e organização, sendo todo o processo permeado por ideologias, que geram uma estratégia e um programa de ação e que se podem estender além das fronteiras nacionais e até mesmo além de uma área cultural. Rios (1986).
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terça-feira, 19 de abril de 2011
Sobre a participação em eventos científicos
Os eventos científicos estão entre as mais importantes atividades da prática acadêmica. A participação em eventos científicos é uma atividade muito valorizada pelos cientistas. A preseça nos eventos, especialmente a apresentação de trabalhos, permitem um debate científico concreto, pondo à prova os estudos e as metodologias adotadas pelos pesquisadores. Além disso, os eventos proporcionam contato com outros estudos, com teses e metodologias diferentes, permitindo um intercâmbio fértil de conhecimentos, a divulgação dos estudos científicos, a formação de redes de pesquisas e de trabalho. Trata-se de uma das mais importantes práticas de desenvolvimento do conhecimento, que tem se desenvolvido amplamente.
Os eventos científicos sobrepõem as práticas que ocorrem nas organizações acadêmicas, de profunda organização burocrática, onde a promoção do conhecimento corre risco de ficar engessada. A participação em eventos científicos permite um fluxo mais livre do conhecimento científico criativo, uma vez que nos congressos, o acadêmico está mais distante das amarras departamentais e burocráticas das organizações científicas. A gênese dos eventos científicos está profundamente vinculada à prática criativa do cientista, bem como à institucionalização da ciência.
Os eventos científicos sobrepõem as práticas que ocorrem nas organizações acadêmicas, de profunda organização burocrática, onde a promoção do conhecimento corre risco de ficar engessada. A participação em eventos científicos permite um fluxo mais livre do conhecimento científico criativo, uma vez que nos congressos, o acadêmico está mais distante das amarras departamentais e burocráticas das organizações científicas. A gênese dos eventos científicos está profundamente vinculada à prática criativa do cientista, bem como à institucionalização da ciência.
Encontro Nacional da ABET - Associação Brasileira de Estudos do Trabalho - Jõao Pessoa PB, 21 a 23 de setembro de 2011

Estão abertas as inscrições para GT's no XII Encontro Nacional da ABET “Cenários da crise e a organização do trabalho: permanências, mudanças e perspectivas”, que será realizado em Jõao Pessoa, Paraíba, entre 21 e 23 de setembro de 2011. Maiores informações: http://www.abet-trabalho.org.br/encabet.html
terça-feira, 5 de abril de 2011
Estudos de sociologia no Brasil
Acompanhe o estado da arte da sociologia no Brasil participando do XV Congresso Brasileiro de Sociologia. Uma amostra significativa dos principais estudos sociológicos que têm sido realizados pelos sociólogos brasileiros está disponível nos GT's, Mesas Redondas e Sessões especiais do evento que será realizado entre 26 e 29 de julho, em Curitiba. A programação do evento já está disponível no site da Sociedade Brasileira de Sociologia: http://www.sbsociologia.com.br/portal/index.php
sábado, 12 de março de 2011
Direto ao ponto 5: Bertrand Russell, entre a refutação e a comprovação de hipóteses.
"Muitos indivíduos ortodoxos dão a entender que é papel dos céticos refutar os dogmas apresentados – em vez dos dogmáticos terem de prová-los. Essa idéia, obviamente, é um erro. De minha parte, poderia sugerir que entre a Terra e Marte há um pote de chá de porcelana girando em torno do Sol em uma órbita elíptica, e ninguém seria capaz de refutar minha asserção, tendo em vista que teria o cuidado de acrescentar que o pote de chá é pequeno demais para ser observado mesmo pelos nossos telescópios mais poderosos. Mas se afirmasse que, devido à minha asserção não poder ser refutada, seria uma presunção intolerável da razão humana duvidar dela, com razão pensariam que estou falando uma tolice. Entretanto, se a existência de tal pote de chá fosse afirmada em livros antigos, ensinada como a verdade sagrada todo domingo e instilada nas mentes das crianças na escola, a hesitação de crer em sua existência seria sinal de excentricidade e levaria o cético às atenções de um psiquiatra, numa época esclarecida, ou às atenções de um inquisidor, numa época passada".Bertrand Russell (1872–1970)
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